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O que é Coaching

Coaching é fundamentalmente um processo gerador de ação para mudança.

É, sobretudo, um processo de (re) conquistar poder e autonomia para gerar, escolher e tomar ações estruturadas que têm direção e fazem sentido.

Coaching envolve duas pessoas, um coach e um coachee, ou um coach e um grupo de pessoas (em empresas), que se encontram para aprender e crescer.

Quem escolhe coaching inicia a fascinante jornada de cruzar a paradoxal linha “muito difícil/muito fácil”, que separa o estado de não-recurso do estado de recurso pessoal.

No estado de não-recurso podemos muito pouco, porque desprovidos de claridade, forças e de confiança pessoal.

No estado de recurso, nós (re) identificamos as nossas forças e competências pessoais, e (re) conquistamos confiança e poder para fazer uso delas e/ou para criar outras.

No estado mental de não-recurso, nós travamos e sofremos; no estado de recurso, nos movemos na direção e sentido que escolhemos, e nos alegramos!

Mas não é qualquer ação!

São ações que se formam a partir de autoreferências (re) visitadas e (re) identificadas ou (re) construídas no envolvente e fascinante processo de responder ou dar maior claridade e precisão a perguntas fundamentais como:

  • Para onde quero ir, ou em quem quero me tornar? O que me inspira?
  • Onde estou? Quão distante estou de meus objetivos pretendidos?
  • Como chegar lá?
  • Que forças me propelem, e que forças me bloqueiam?
  • Afinal, o que farei?

Através de perguntas poderosas, que capturam a energia do coachee e o levam a auto-observação, começam os movimentos de organização e estruturação do “jogo interior”, um mundo muitas vezes caótico de pensamentos conflitantes, desconexos e desgovernados.

Esse poderoso exercício de observar permite conhecer as diversas “vozes” presentes, e identificar aquela que mais soberanamente fala sobre nós – nossos desejos mais profundos e valores autênticos – ou seja, o nosso eu autêntico.
Sócrates é tido por muitos como o primeiro coach de que se tem notícia.

Em seu método, a maiêutica, ele fazia perguntas para ajudar os buscadores a encontrar as respostas por eles mesmos. Lembrando de seu sempre contundente “conhece-te a ti mesmo!”, pode-se dizer que a tarefa da auto-observação é um dos exercícios mais necessários da vida, criador contínuo de autoreferências construtoras de congruência pessoal e integridade.

O desenho e construção do que chamo de “eixão” norteador do processo de evolução pela jornada da vida é constituído por três pontos fundamentais: os nossos desejos mais profundos, que nos propelem a uma busca orientada; a nossa missão perante a vida; e a nossa visão de e para o mundo.

Quanto mais alinhados estiverem estes três pontos – desafio permanente – mais claros se torna a intenção do coração, do que resulta um foco poderoso de coerência. Coaching ajuda o cliente a acessar e alinhar estes três pontos.

Tomando como referencia o “eixão” de que falo acima e as lições de meus grandes mestres, eu defino coaching como o processo que ajuda você a elaborar, planejar e concretizar o lema “Assuma VOCÊ o comando das mudanças que você deve fazer para tornar-se aquele que você deve ser!”, que permeia o meu livro Conduzindo a própria mudança (1).

Como a ICF e Grandes Coachs Mundiais Definem o Coaching
International Coaching Federation (ICF), da qual sou membro, define coaching “… como entrar em parceria com clientes em um processo criativo de provocação de pensamentos que os inspira a maximizar o seu potencial pessoal e profissional”.

Eu tive imensa alegria de ter sido aluno de Timothy Gallwey em sua 1ª turma mundial de formação da The Inner Game School of Coaching. Para ele, o propósito do Coaching Inner Game é facilitar mobilidade, e define mobilidade como sendo “… a capacidade de se mover ou ser movido. Aplicado a nós, significa a capacidade de se mover ou adaptar, mudar ou ser mudado.

Significa, também, a capacidade de atingir um objetivo de uma forma gratificante- para alcançar objetivos no momento certo e de uma maneira que se sente bem. Portanto, mobilidade não é mudança simples, mas é obter satisfação e harmonia com o progresso” (4).

John Whitmore, de quem também fui aluno na The Inner Game School of Coaching e em Transpersonal Coaching, foca na forma e na relação coach/coachee para dizer que “Coaching entrega resultados em larga medida por causa da relação de suporte entre coach e coachee, e do método e estilo de comunicação usada. O coachee obtém os fatos não do coach mas de dentro de si mesmo, estimulado pelo coach” (6).

Gallwey e Whitmore ensinam que a nossa performance atual é igual ao nosso potencial menos as nossas interferências, dado pela fórmula Pf=Pt-I, e que podemos melhorá-la pelo aumento de nosso potencial e/ou pela redução de nossas interferências, um princípio fundamental do Inner Game (4).

Para Joseph O´Connor, de quem fui aluno e coachee, e que me ajudou a elaborar a grande mudança de minha vida, “coaching é um método para um fim, ajudar pessoas a viverem vida plena e gratificante…” (5).

Referências Bibliográficas:

(1) CÂMARA, Joel. Conduzindo a própria mudança. São Paulo: Scortecci, 2012. 227 p;
(2) GALLWEY, W. Timothy. The Inner Game of Work. New York: Random House, 2008. 134 p.
(3) GALLWEY, W. Timothy. The Inner Game of Tennis. New York: Random House, 2008. 134 p.
(4) GALLWEY, W. Timothy. The Inner Game School of Coaching by Timothy Gallwey- The Essence of Coaching. Certificação Internacional Westlake Village- California- USA: The Inner Game School of Coaching by Timothy Gallwey, 2013.
(5) O’CONNOR, Joseph; LAJES, Andrea. How Coaching Works. London- UK: A&C Black, 2007. 275 p.
(6) WHITMORE, John. Coaching for Performance. 3.ed. London- UK: Nicholas Brealey, 2002.

Assista: Joel Câmara explica a diferença entre Coaching e Mentoring.